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folhasdeluar

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Luz ocasional...

Ah! como me faria agora bem...o mar. Sentar-me...e vogar pela incompreensão do espaço. Sugar-me como uma luz oca. Ocasional. Ou como um mistério fulminante. Pouco se pode fazer em frente ao mar....a não ser ...ver cair sonhos e gaivotas. Pesado mistério. Indiferente corpo. Na superfície...uns olhos fáceis. Na penumbra um esgar de animal estilhaçado.

 

Passo a mão pelos cabelos. Sinto a cumplicidade das mãos. Sinto esse afago de resistência a colorir-me a alma. A afastar de mim a náusea. E saboreio a minha solidão..como quem se esboça a si próprio. Como quem se ergue numa brusca risada. Como quem vive na íntima face de um punhal. E busca o exalar misterioso de uma escassa vida.

 

Tenho mil perguntas para fazer. Tenho mil desejos para contentar. E vivo...num alvo cansaço de duvidar.

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