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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Memória

Um dia hei-de flutuar onde nada me seguir

Terei um rosto aceso

Nas velas feitas com cera das Arábias

Serei a memória imobilizada num rosto

Uma estátua sem espaço...uma pele sem carne

As minhas mãos pegarão no sangue seco dos rubis

E deles farei as algemas da profunda noite

Dizimarei os fogos e os prantos

Serei autêntico

Como se ardesse num pedestal de lágrimas

Farei com que o mundo me transporte nas suas costas

Dos meus cabelos sairá o esquecimento

Ornamentado por duas luas pálidas

Sem chama nem alma.

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