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folhasdeluar

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Mergulhar no delírio dos pássaros

Sair para a rua. Tomar o café. Dobrar a esquina de uma incansável realidade. Compreender. O cheiro da rua. O sabor da chuva. A linguagem insondável dos momentos felizes. Aprender a caminhar. A não renunciar. A esperar a madrugada... silencioso como um gato sábio. Não fazer qualquer esforço. Escutar os grilos. E procurar entender os hieróglifos da vida. Morder...até ao osso...a paz. Saber o que qualquer um sabe. Que uma flor tem que ser regada. Que o amor tem que ser regado. Que os pensamentos são alegorias da alma. Não querer explicações. Não dar explicações. Atirar ao chão as peças do xadrez. Construir uma mandala de pássaros. Voar no frenesim das gaivotas. E se isso não chegar...esculpir uma ardósia de sombras. Aparecer no meu exterior como quem se vai embora de si. Pegar em urtigas. Comer um puré de espinafres. Não aconselhar. Apenas desaconselhar. Erguer os olhos...lentamente. Erguer a alma,...lentamente. Pegar em água cristalina. E construir um poema de baixos-relevos. Escorregar. Provar um vinho. E abordar a luz como quem se deita na clarabóia da vida. Por fim...na falta alguma coisa...mergulhar no delírio dos pássaros...e sobreviver.

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