Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

folhasdeluar

folhasdeluar

Na minha memória

Na minha memória tenho o teu corpo entrançado

A tua ausência é um cheiro que guardo

Um rosto...uns lençóis...um desejo

Demoro-me no meu deserto

Esqueço a noite e corro pelo vácuo

Sonho com a minha última visão

Poeta..peregrino amarelecido pelo esquecimento

Nunca mais voltarei a cantar com a tua boca

A dizer-te que nenhum outro rosto se sobrepõe ao teu

Vejo a neve... a frouxidão dos corpos

Cordilheira de gritos...dedos e sede de pele

Sonho que sou o canto da ave

O andarilho do violino

Persigo a quimera que se derrama dos dias

Busco nas flores o êxtase do teu lugar

Mas a corrosão dos caminhos é um espaço desabitado

Uma lua fingindo ser luz

De manhã percorro a monotonia que se derrama pelas ruas

Bocados de coração chegam-me à boca

Desfaço-me em lugares esquecidos

Afrouxo o passo...

Escuto o silêncio a esvair-se por mim adentro

Cismo pertencer à imobilidade do dia

Sei que em todos os lugares há abandono

Ausento-me do sonho de te reencontrar ...

Finjo ter asas de mariposa

Coloridas como sementes de paz...voo...parto

São horas de reflorir....

4 comentários

Comentar post