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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Na pedra e na cal respiram as mãos do tempo

 

Na pedra e na cal respiram as mãos do tempo

Nos terraços alargam-se os horizontes das pupilas

Um perfume de cidade parada sobe pela nossa densa vida

É a noite... é o florir da alma...é vento que se enrosca em nós

E o vento faz-nos  crescer como um ninho que nos liga à vida

E o vento tece em nós o rosto de um cavalo a galope

E o vento divide-nos...e somos pranto e água a divagar

E vamos pelas correntes dos labirintos

E erguemos mastros que se eriçam com as dúvidas do destino

E ligamo-nos a todas as coisas que há nas trevas e nas areias

Como uma rocha pura...como um chão calado

Como uma luz exaltada e solitária...

Vogando nas asas dos promontórios...onde esperamos encontrar a luz do farol

Mas também é lá que nos esperam mais passos e mais jardins de alabastro

Desenhando círculos doidos à nossa  volta..e somos esses círculos doidos

Feitos de uma geometria inconsisa e demente

Além disso... sabemos que iremos rolar como uma imensa luz

Como um corpo liberto das sombras e dos ciprestes

Como uma luz fresca...

Como um pecado sem originalidade...