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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Na plenitude do frio.

Chove na minha fundura de olhos cavados

Já plantei o luar no jardim mais belo

Já me ergui das brumas do vazio

Já vi o sol arrefecer nas penas de uma águia

Já me vi nas mãos de um tempo exposto à nascença do dia

Já me inquietei por ouvir uma música

Cravada nas memórias de um naufrágio

E vi numerosas aves a dançarem na plenitude do frio.

 

Junto às areias concebi uma nortada

Espalhou-me em todas as direcções

Como se eu fosse uma paisagem sem noite nem lugar

Como se eu fosse um rio a desaguar nas raízes da árvore universal.



Havia um estrela

Que indicava uma passagem translúcida para os abismos

E uma chuva de sal a branquear a lua

Que estava deitada nas pingas do orvalho

O tempo arrefeceu...a pele arrepiou-se

Fechei-me num manto de coração nublado

E não houve mais tempo...nem paisagem...nem música...

Que me libertassem...

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