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folhasdeluar

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Nadas

É de propósito...é mesmo de propósito

Que nenhum propósito há em mim.

 

E talvez por saber que o cansaço é apenas um cais deserto

Que o crepúsculo é o abrir da porta da noite...

Eu bebo o vento que me assola

E faço de mim um caleidoscópio...uma estrela rachada

Uma cavalgada de risos...um estrépito...um cimento...

Uma fachada...

 

 

E os olhos desfeitos perante a nudez da vida

Ergueram-se do seu trono feito de luas leves

E sentiram o arrastar dos pés...o desabrochar dos lírios

A destruição das pequenas coisas

E caíram...num sono profundo.

 

Onde guardas esse segredo de cólera e lágrimas?

 

Sabes que nasceste para arrastar um nome

Dizes que há um manto que te cobre na noite onde desapareces

O teu sono é uma teia de ilhas e céus e terras desconhecidas

E das barricadas onde não há ninguém...sopra uma inquietação

E também tu...te inquietas...

Com nadas...

 

 

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