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folhasdeluar

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Não!

De cada vez que um fascínio se levanta na madrugada

De cada vez que um fogo se acende no peito

Logo salta um tumulto de geada

E um segredo se acolhe na frente entreaberta da estrada

E já lá vem a tempestade desabitada

E aqui chegam ecos de outras fantasias

E aqui se erguem enseadas

E aqui se ouvem as falas de outros dias.

 

Mostra-me essa chama que se cala

Come-me esse tempo que se diz

Metáfora do que foi a chuva rala

Metáfora de gente e de verniz

Que uma força sustenta a fantasia

Que um choro se mostra em cada chão

Que gente se esconde na agonia

De ser apenas gente

Pendurada na beleza feérica do... não!