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folhasdeluar

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O ar puro da tolerância.

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(foto tirada da net)

É com apreensão que verificamos a crescente força dos partidos políticos conotados com o nazismo e com o fascismo. Partidos que apelam ao xenofobismo, ao racismo, à homofobia e ao anti-semitismo. Perante esta realidade talvez seja importante recordar a realidade que conduziu Hitler ao poder.

 

Nos anos 20 do século passado a Alemanha ficou traumatizada com a grande inflação. Grande parte da classe média perdeu o seu património – ora esse facto levou a que as pessoas tenham sentido a necessidade de se reunir em torno de uma ideologia comunitária, ainda que esta fosse odiosamente racista – uma ideologia que perante o caos económico, os fizesse sentir que pertenciam a algo. Que os fizesse sentir que tinham quem os defendesse.” (a)

 

Qual a semelhança com os tempos que vivemos? É claro que agora não é a alta inflação que serve de aglutinador às pessoas que aderem a esses partidos. Tudo parte de descrença. Descrença no Estado. Descrença no futuro. Descrença na economia. O que de facto aglutina estes movimentos é a pertença ao grupo. É a ideia criada de que os problemas que existem na sociedade têm como origem os outros. Os de outra raça. Os de outra côr. Os de outros países. Os de outra religião. Os de outra orientação sexual. Os factos demonstram que perante a descrença sobressai a irracionalidade. Despertemos e aprendamos com as antigas lições da História. Contudo, a verdade, é que precisamos de respirar o ar puro da tolerância.

 

a) baseado no livro - o Homem Mundial - de Phillipe Engelhard

 

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