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folhasdeluar

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O mais pequeno ser vivo.

Perguntam-me como estou...ou como vou. Eu sei que isso não é mais que uma pincelada de educação. Que ninguém quer realmente saber como estou ou como vou. E eu também não! Porque eu não estou nem vou! Eu sou! E além disso não tenho mais nada a dizer. Às vezes estas perguntas chateiam. E eu.. por vezes... sou incapaz de responder. Evito responder. Acho absurdo responder. Perguntarem-me como estou ou como vou é a mesma coisa que olhar o infinito. Olhamos e pronto. Ele lá está. Agora só falta dizer que o infinito não tem fim.

 

Outra coisa de que não gosto é de falar do tempo. Engasgo-me sempre com a inutilidade deste tema. Pois se toda a gente sabe como está o tempo...acho que é o mesmo que dizer que um morto está...morto. Ou se a chave daquela fechadura abre mesmo aquela fechadura. Depois...há coisas estranhas. O frio da tarde por vezes arrepia-me. Há poemas que também me arrepiam. E outras vezes fico arrepiado por ver que há pessoas com dificuldade em ser...pessoas. Umas são aranhas. Constroem teias em volta de si. Outras são pequenas libélulas a esvoaçar em descoordenados silêncios. Mas o que me deslumbra mesmo...é que o mais pequeno ser vivo possui inteligência. E o ser com maior inteligência é...por vezes... o mais pequeno ser vivo.

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