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folhasdeluar

Poesia e outras palavras.

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Poesia e outras palavras.

O peso da vida

Renascemos na sombra inacabada de um chão escuro

Somos o óleo alumiando o torcer das mãos

Que na intimidade se erguem aos céus

Eternas sementes devoradas por soalhos apodrecidos

Renascemos na fresta de cada dia

Faíscamos como silêncios ausentes

assentamos a eternidade num livro esburacado

Saúdamos o sono monocórdico da esperança

a inundação cega...o mundo à nossa volta

Antigamente as faíscas saíam do chão

Como lava aflita numa combustão de luz

Guerras espessas balbuciam paz celestial

Como relâmpagos que pisam a terra

Garras que emergem das mangas rasgadas das camisas

Que ferem as pupilas tatuadas

Que se cravam no tempo como despojos de sóis vazios

Secos...pesados...penumbra de medos

Enrolamos as sombras em horas móveis

Circulares mulheres irrompem dos sonhos como corcéis

Embaraços de vidas tombadas

Sem um suspiro...sem um senão

Apenas tombadas

Murmúrios....jantares

Todos os mundos se juntam à mesa

Mansa ironia emudecida

Embaraço de deuses ausentes

Pressentimentos enjaulados

O peso da vida...dos dias

O céu manda mais que o sol

O silêncio veste todas as cores

A ausência é um galope arrastado

Dentro de nós ecoam sons indescrítiveis

Sons sem nome...coisas que a terra devora

Como uma lengalenga...um suspiro

Um passado extinto

Ou uma espessura de luz

Que nos faz fechar os olhos

Embaraça as pupilas...faz sonhar o corpo

Como se fôssemos um livro inteiro

Mas a quem falta o tempo para o ler!

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