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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

O poema que nunca foi escrito

Nas praias onde o vento corre forte e nu

Onde os presságios se transformam em chagas

E os mistérios se encontram entre a sombra e a luz

Escuto as vozes que se erguem do crepúsculo e do fogo

Sinto o frio que percorre as metáforas do meu corpo dissonante

E encontro na magia das algas

A transbordação eufórica do sonho

Aqui começa a distância que não percorro

Daqui saem os sinais salgados da esperança

Por aqui passam metrópoles e vozes de barcos errantes

Aqui ergo o meu tridente por detrás da noite

Que se senta nua...sobre o meu corpo enigmático.

 

Já muitas vezes quis cavalgar os relâmpagos do acaso

Já muitas vezes desisti de ser destino

Mas também já acordei no coração de uma tempestade

E abri os olhos à agonia imaterial dos veleiros

Como se fosse um peito aberto...florido...imaginário

Ou um cais desperto ao logaritmo das palavras.

 

 

O que me faz perder na absurda linha do horizonte

É se há um local...

Onde eu possa nascer dentro de uma nuvem de silêncio

E erguer-me como um fogo irrepetível

Ao mesmo tempo

Que me transformo na geometria intemporal dos astros

E me torno no poema...que nunca foi escrito...

 

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