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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

O sorriso

Invejo o silêncio de quem morre

Porque quem morre

Descobre a verdade e nada diz

Não é por acaso que muitos cadáveres

Jazem na urna.

Como se estivessem no seu leito

Alguns até sorriem.

A minha mãe quando morreu

Tinha com ela aquele sorriso esfíngico da Gioconda

Como uma alegria descansada

Como se por detrás desse sorriso silencioso

Estivesse o gozo da partida para a viagem ao Éden

Era um sorriso de ausência

A vingança perante a vida

Esse sorriso era a vitória sobre a vida

Ali estava ela imóvel

A morte tinha-a transformado

Num sorriso...

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