Olhos de todas as cores
Olhos de todas as cores espreitam a safira azul
Olhos de todos os tamanhos e feitios
Querem descer os degraus que dão acesso à mina
À mina sustida por barrotes encandeados de escuro.
Olhos de outra de época...funerários...aluados
Olhos apoiados na pedra
O mar que os olhos espreitam
Pelas fendas abertas no tabique
São olhos cegos pelas ondas brazeadas do mar
E pelos seus brilhos de filigrana prateada
Olhos vorazes de amor
Que invadem a fonte de água gentil
De onde a água brota
Como se fosse um solo de Coltrane
Não te desnudes aos meus olhos
Esconde a parte misteriosa de ti
Para que a minha imaginação te possa sonhar
Para que a minha imaginação brinque em silêncio
Com um vago contentamento
Surda... à tua voz que não conheço...