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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

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A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Olhos de todas as cores

Olhos de todas as cores espreitam a safira azul

Olhos de todos os tamanhos e feitios

Querem descer os degraus que dão acesso à mina

À mina sustida por barrotes encandeados de escuro.

Olhos de outra de época...funerários...aluados

Olhos apoiados na pedra

 

O mar que os olhos espreitam

Pelas fendas abertas no tabique

São olhos cegos pelas ondas brazeadas do mar 

E pelos seus brilhos de filigrana prateada

 

Olhos vorazes de amor

Que invadem a fonte de água gentil

De onde a água brota

Como se fosse um solo de Coltrane

 

Não te desnudes aos meus olhos

Esconde a parte misteriosa de ti

Para que a minha imaginação te possa sonhar

Para que a minha imaginação brinque em silêncio

Com um vago contentamento

Surda... à tua voz que não conheço...

 

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