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folhasdeluar

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Os rugidos rudimentares do mar...

Ergamo-nos em pontas. Coloquemos as plumas. E sejamos outros que não nós. Sejamos arcaicos. Espreitemos a brevidade de uma utopia. Percorramos as nossas tortuosas insignificâncias. Condenemos a nossa condenação. E fechados na nossa ingenuidade... dancemos. Como pétalas absurdas. Representando uma comédia de solenes sonhos.

 

Imperturbáveis. Faiscantes. Farejamos o bafo da solidão. Tudo nos falta. Nada nos sobra. Valorizamos o que já não é. Pontualíssimos...chegamos ao nosso mistério. Ao nosso desencontro com a literacia do tempo. Friccionamos a pele com desejos. Agarramos a verticalidade das árvores...apenas para as derrubar. Como quem já não tem convicções. Como quem fulmina silêncios. E dorme em descampados. E vemos em cada rosto um suicídio. Uma súbita vontade. Um tempo perverso e sem idade. No céu...uma ave solta um brado de azul. Agora só nos faltam os rugidos rudimentares do mar...

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