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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Os sentimentos

Levantei-me cedo e entrei na espessa manhã brumosa

Nada me segue...nem a minha sombra

Saboreio esta liberdade

E sento-me no paredão junto ao rio

Procuro encontrar-me nos olhos dos que por ali passam

Mas...nada...silêncio...sou invisível

Dedico o meu desprezo pelo frio...à divagação

Penso no universo...nos sentimentos...na matemática

A matemática ...sóbria

Explica-me que é do tamanho do Universo

Que não tem tamanho

Mas que também é do tamanho dos sentimentos

Que também não têm tamanho

Assim podemos estender sentimentos

Como quem estende uma passadeira vermelha

Que todos podem pisar

Milhões e milhões a podem pisar

Podemos pôr a secar em todos os estendais

Sentimentos molhados pelas lágrimas

Podemos colar sentimentos no lugar das folhas caídas das árvores

E esperar a sua floração na Primavera

Podemos abrir a estrada em sentido inverso

E mendigar os sentimentos esquecidos

Ah! Parasitas de carícias que são os sentimentos

Que dão razão aos suspiros e espantam os sádicos

Que acordam os intratáveis e os delicados

Que detestam os inconvenientes e os sóbrios

Que alteram a luz e o movimento

Que suspiram pelos mártires

E nunca se extinguem

Porque eles são audazes

E nunca se dão por vencidos...

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