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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Pedi que me deixassem em paz

Dentro da nossa cabeça

Há palavras parecidas com verdades

Há verdades parecidas com palavras

Mas dentro da nossa cabeça...

Não há palavras que digam o que são as verdades

 

Sei que as luzes mentem aos homens

Sei que o deserto se entorna pela vida das pessoas

Sei que o comprimento da luz resvala nas paredes

E que dentro da cabeça de cada um

Há uma laranjeira em flor

 

Descobri que as estradas

São galopes de homens parados

Descobri que as estátuas ajudam a queimar o tempo

Descobri que cada homem

Carrega nas costas uma pirâmide egípcia

E que a alegria se desfaz no ar

Como um vento carregado com aromas de romã

 

Um dia sentei-me sobre uma viagem

Despedi-me de todos os nós cegos que me tolhiam

Pintei as palavras com tinta brilhante

E pedi que me deixassem em paz.

 

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