Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

Pisou a terra estranha

Pisou a terra estranha

Onde as oliveiras guardavam o espaço das águias

Descreveu a curvatura do tempo

Como se fosse a iliquidez da memória

E foi então que descobriu as faustosas raízes do vento

Os seus passos tacteavam a maresia

Que se erguia na rubricidade da aurora

O ar trouxe-lhe o desmoronar do odor da resina

Que se ergue na solenidade dos pinheiros

Pelos seus lábios perpassava

O fim e o princípio da todas as eras

Pelo seu corpo passavam sóis e neblinas

Cansaços de quem está a um passo de ser Deus

Rotas de silêncios transviados

E ele ergueu as mãos e contou os céus

E pegou nas rédeas de Pégaso

E voou de encontro ao seu infinito

Trespassou os seus véus

E descobriu a linha recta dos sepulcros

Nasceu em si a gloriosa fonte das lágrimas e dos risos

Teceu os espaço com estrelas virtuais

Como raios de sol cobrindo a ausência dos pássaros

E uma flor tardia irrompeu da lama

E um lugar sem futuro costurou a foz dos seus sentidos

No canto da sua alma

Uma grinalda de música ergueu-se do lodo dos dias

Ele soube que era uma tardia prece

A ecoar na gélida folha da tarde...

2 comentários

Comentar post