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folhasdeluar

folhasdeluar

Podes agitar-te e reconhecer a tua voz..

Puros sejam os teus olhos perante as incertezas que te emudecem....
Porque podes sempre observar as aves e viver numa passagem inacabada
Podes libertar as nuvens e agitar os ruídos da noite
Podes estar em todas as horas e alcançar todos caminhos
Que as aflições serão sempre tuas...únicas e incessantes...
Serão sempre um bocado de ti...vivendo num ontem inacabado...
Podes sorrir à tua libertação e cortejar os silêncios
Que será sempre o mesmo dia que terás para viver
Será sempre a mesma imagem sem nome que te perseguirá
Como uma incrustação de um passado amarelecido pela secura dos tempos
Podes agitar-te e reconhecer a tua voz...na voz que sai pela clarabóia das horas
E ao fim da tarde podes entender esse ruído impalpável que desconheces
Então reconhecerás os chamamentos que ressoam na tua aflição
Lerás todos os pensamentos que vivem na tua obscuridade..como criminosos...
E os passos que se arrastam no fundo de ti...
Serão como patéticos impulsos de um sangue cansado...
Por uma confusão que rola sempre a direito e te provoca náuseas
Até ao dia em que uma verdade cresça... como um impulso que emerge do corpo
E acorde os teus olhos para a noite em que os sinais desfilarão pelas ruas
E alegremente te levem com eles...
Para que a tua serenidade inquieta se abra como um profundo acto de amor!

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