Poemas de Natal - #3 - A candeia acesa
No frio feroz a face molhada
Perfume que imita a névoa lavada
Sonhos tão puros moldura tão fixa
Alma prisioneira glória abafada
Faísca que vale por mil almas caladas
Havia um caminho havia uma esperança
Havia uma estrela para nossa lembrança
Havia uma palha havia uma tenda
Cresceu um muro colocou-se uma venda
Em qualquer lugar numa manhã fria
Um homem cansado uma mãe tremia
Olhar em redor aquecer o lugar
Onde o tempo cresce onde a ave voa
Abre a tua mão aviva o borralho
Recebe quem espera na porta fechada
Pois na mesa farta o espelho partido
De um lado corta do outro é esquecido
Dia de Natal o que sobra de ti
É a alma leve é a glória alva
É a candeia acesa que ilumina a casa.