Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Portão de água

Na pálpebra penetrante dorme o azul longínquo

Margem feita de um dialecto estranho

Como um hibisco de tempo a desafiar o vazio.

 

Na planície de vento pássaros escorrem pela poeira

Rota de caravana plantada nos pés dos caminhos

Ali...uma sombra onde descansa o ventre do medo

Mais além...umas mãos sem idade.

 

É tarde...os punhos cerram-se numa palavra colossal

Dentro das mãos

Há uma alameda sem vontade de ver a noite

Dentro das mãos acordam várias perguntas

Como descer da varanda

Que dá para os dias sem idade?

Como enfeitar a pilastra de escolhos

Que floresce nas margens da luz?

Como beber a sombra açucarada

Dos meus destroços?

 

Na nítida noite uma sebe caminha pelo espaço branco

Avança para lá de todas as sombras

Onde alguém se mostra

Fechado... no interior de si mesmo.

 

Jardim fulminante

Portão de água...muro comovente

Talude que cresce no fumo do futuro

Deixa-me enroscar nesta brisa de veludo...e...

Adormecer como uma pedra redonda

De rosto voltado para a saturação do céu.

6 comentários

Comentar post