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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Posso beber do meu corpo

Digo que viémos de um tempo de luz

Como quem mastiga o seu próprio interior

E a lembrança que trazemos

Não é mais que o canto das cigarras

 

Digo que as nossas vozes são feitas de penhascos

Que trazemos braços para esgrimir o veneno

E se estamos de pé

É porque somos como as flores silvestres

 

Digo mais...digo que nascemos com corpo de animal

Como quem se encolhe no útero materno

E se os relógios espreitam o tempo

Nós também nos multiplicamos como searas

 

Pergunto...o que queremos de nós afinal?

Ocupar o espaço que medeia entre nós e qualquer lugar?

Beber a nossa sede de viajantes cansados?

Ou...talvez...estreitar o nosso corpo

Como trepadeiras mortais...

 

Digo que se tenho sede posso beber

do meu corpo até

o secar.

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