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folhasdeluar

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Qualquer vida vai em direcção à morte

"Qualquer vida vai em direcção à morte, a morte é o fim da vida: será isto uma razão válida para morrer o mais rapidamente possível, ou seja, para se suicidar? O facto da morte ser o fim da vida, o seu rumo, nada nos diz sobre o valor da vida, nem sobre o valor da morte." Este pensamento de Edgar Morin leva-nos para outro campo, que é o da angústia perante o mistério que é a Vida.Uma vida que segue sempre em frente, nada do que é volta a ser, portanto nada do que vivemos voltaremos a viver,perante isto só o eterno é razoável, porque só o eterno dará sentido à vida, mas viver acreditando na a eternidade faz parte do mistério, assim como não acreditar também é parte da vida, no entanto quer o homem acredite ou não na eternidade, isso em nada vai alterar o valor da vida, nem o da morte. O  Homem não sabe o que é o presente,não sabe para que serve essa labuta diária,aquele presente que é a vida minuto a minuto, segundo a segundo, um presente que não nos deixa antever o futuro, porque isso significava perder toda a beleza do inesperado.Nistzche disse que deus morreu, mas Deus morreu para quem? Se há um deus ele é imortal, se não há, também existe imortalidade naquilo que não existe,porque aquilo que não existe acaba sempre por existir dentro da cada um.Sem deus ou com deus, é ao homem que compete zelar por si, pela sua vida e pela sua morte, porque o que na verdade existe é o absoluto vazio das coisas que nos cercam.

 

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