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folhasdeluar

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Que correntes nos prendem?

Que correntes nos prendem? Que aspirações abandonámos? Que névoa nos tolda o discernimento? Escassos perante o mundo. Sentados numa sala a ver definhar os dias...esmorecemos como a tarde que cai sobre o nosso ócio. Vemos a luz dos faróis acender-se. Vemos a luminosidade da tarde a esbater-se. Entramos no estado da eternidade. E sentimos que não temos resposta para a nossa dormência. Nem para a impaciência. Nem para a profética chuva que lentamente nos molha os sentimentos.

 

Temos que estar preparados para tudo. Para surpresas do nosso futuro que não imaginamos. Para as insónias. Para a subtileza de um olhar. Para preencher com alegria a nossa manta de retalhos. Para a eloquência de uma imagem fantasmagórica. Para todas as guerras que temos que travar...as maiores são as que travamos connosco próprios. Para os pavores. Para os nossos subterrâneos. Para o deflagrar de uma ira...ou de um amor. Temos sempre que estar como se estivéssemos perante um ilusionista feito de momentos perdidos.

 

É bom que nos esvaziemos. É bom abandonar os presságios à sua sorte. É bom dar vida aos relâmpagos que se afogam em nós. E é bom perder as expectativas...e submergir numa convulsão de segredos e mistérios que não queremos desvendar...a ninguém. Porque são nossos. Porque são sagrados. Porque nos atemorizam. Porque são barcos de sombras que se desviam dos dias. E apenas querem passar para o outro lado...o lado mais afastado do frio...que sentimos.

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