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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Que o silêncio se sente junto a nós

Abraço docemente o teu esplendor

Sento-me no brilho orvalhado dos teus olhos

Pouso-me sobre ti como uma ave suave

Que se oferece às tuas mãos

E ofereço carícias aos teus mamilos quentes como rosas

Verás conchas a cair dos céus

Gotas de água feitas de brasas

Torpores de folhas ao vento

Juntos procuraremos a ternura condescendente

Até desabrocharmos como carnes em botão

Floridos como estepes aflitas

Azuis como safiras sem fim

Emergindo do rio como degraus acariciados

Que o sol verta pelo chão os seus raios

Que a vida se lembre das verdes florestas

Que o silêncio se sente junto a nós

Perdido e descuidado

Como uma pedra que rola sem sentido

E que encalha mesmo à beira do precipício

Daquele precipício encantado

De onde vista alcança o rio onde toda a dor se abandona

Onde tudo vai na correnteza das águas...

E os seres se transformam em árvores antigas

cobertas de amor!

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