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folhasdeluar

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Azul a perder de vista...

 

Na tragicidade das metrópoles enfastiadas

Há uma despedida de mar excessivo

Um estigma de dor amortalhada...uma fé no entardecer das matas e dos risos

Como se o tempo rolasse por dentro de um cais vazio

E as horas se arrependessem de apregoar sonhos

E todas as vogais trouxessem consigo a surpresa da fala

Azul a perder de vista...sílaba a perder de tempo...

Mágica passagem de vento alquímico que faz dobrar a pele das tempestades

Quem é este que treme enquanto a terra dança?

Que terror emerge da algoritmia da ondas?

Que lábios crescem por dentro da espuma

Essa espuma feita de esquinas e de ângulos rectos

Onde os desencontram se abrem à rotina das ruas...