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folhasdeluar

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Raio de sol...

Procuro o meu raio de sol. Mas não sou eu. É esta minha cavernícola imaginação. No lugar da escuridão...gritei um nome. E não me arrependi. Juntei uma tarde a outra. Acreditei na infame glória. E caiu sobre mim toda a solidão do mundo. Pisei a terra. Abri-me à comoção das coisas. Quando voltei a olhar já não vi princípio...nem o fim. Vi apenas o desaguar progressivo de tudo o que morria em mim. Não é fácil desatar os nós de sangue. Nem descobrir as distâncias de gelo. A ilusão tem as suas dores. O deserto tem os seus desmaios. E um dia somos a caricatura de um deus sem sonhos. Temos o nome gravado em bocas que nos chamam. E também o temos em passados esquecidos. Tudo em nós é um acumular de mundos. Num instante somos discípulos. Noutro somos mestres...de nada. Estéreis são os nossos limites. E damos connosco a revirar os olhos à única verdade que conhecemos. Que o que espera por nós é a dissipação no vazio. Mas temos esperança. Não queremos acreditar que somos a vertigem do espaço. E cavamos os dias como quem carboniza o infinito.

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