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folhasdeluar

Poesia e cenas do quotidiano

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Poesia e cenas do quotidiano

Reflexos de espelhos partidos.

A insubstancialidade da loucura dorme na Razão do ser. O arbítrio da Vida é uma soma compacta de factos. Os pensamentos são bonecos articulados por um cérebro lunático. Quem penetrar nessas profundas ravinas da alma pode atingir o irreal. O fantástico. A absoluta corda que o prenderá à lucidez é feita de ilusões. A compreensão do irreal é apenas uma dança de lobos. Fora de nós movimenta-se tudo o que nos influencia. Dentro de nós movimenta-se a combustão do etéreo. A fantasia. O corpo é apenas um veículo. Uma carroça articulada que transporta as ideias. E dessa carroça vamos extraindo sentimentos. Sonhos e bizarrias. Crucificações. Altares e fogos estelares. Quem poderá dizer o que é a realidade? A realidade! Essa abóbada que nos cobre os dias. Esse destino feito de grades e algemas. E que é construída pela libertação dos nossos ecos. À noite descem sobre nós os anjos loucos. Os sonhos irreais. A abstracção da realidade. No sonho todos somos loucos. Na realidade também. No sonho vivemos a realidade. Na realidade vivemos o sonho. E tudo junto faz de nós cavalos selvagens. Frutos maduros a cair da árvore proibida. A Vida. Essa pedra brilhante que todos ambicionam possuir. Esse chão vulnerável e giratório onde espezinhamos o fogo que nos queima. E de onde emergimos como reflexos de espelhos partidos.

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