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folhasdeluar

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Refúgios

Uma claridade baça mostra-me os abismos da noite. Silêncio e introspecção. Nada podemos provar...nem sequer que vivemos. Vivemos submersos na luz que brilha na rua. Atávica luz a inundar a nossa vontade de vencer o absoluto. Que absoluto? O absoluto que vive dentro da nossa redoma. Aquele que se conserva e nos conserva numa ilusória claridade. A nossa presença é um desafio à solidão. Aqui estamos...cheios de cânticos e de glórias. Ufanos. Espectros ungidos pela fome de ser. A noite...é um pequeno recanto onde descansamos dos nossos alquebros. Uma fome e uma traição. Uma tarifa que não pagamos. Na noite...escutamos a voz eterna de uma fúria que temos que vencer. Na noite... vemos angustiados a aquática sinfonia do mundo. Do nosso mundo. No nosso mundo. Esse mundo para onde fugimos. Onde construímos refúgios de olhos fechados. Um mundo...como nós. Sem princípio nem eternidade.

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