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folhasdeluar

Poesia

folhasdeluar

Poesia

Retenho a tua mão

Toco o teu fulgor

Retenho a tua mão

E na poeira das estrelas

Vejo-me.. ausente!

 

Queria ser um tempo real

Como se corresse em direcção

A uma oblíqua madrugada

Onde uma luz sólida despertasse desejos de vigílias

Ou lágrimas envelhecidas

Pernoitassem nos embaraços da manhã

Luz e mundo desfeitos em sono

Corpos deitados sobre paisagens feridas

Esperança nas altíssimas verdades

Temos que nos recordar da esperança

Conhecer-lhe todas as fissuras e gretas

De onde ela brota

E digo-te que não te afastes

E digo-te que te queimes

No grito que pernoita na memória

Falo-te com carinho

Deixa ficar a tua sombra na paisagem

Resina de corpos...desmaios de luz

O mundo é teu

É teu o magnífico desejo de seres silêncio

De seres a crosta de um tempo circular

Do teu sono nascem países

Crescem húmus...esquecem-se abandonos

Enrubesço...seco

O teu mundo aconchega-se a mim

Mas tu refugias-te na noite...refulges

És o arquipélago onde as lágrimas falam

Triangulares pálpebras que se fecham à luz

Toco o teu fulgor...retenho a tua mão

E na poeira das estrelas

Vejo-me.. ausente!

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