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folhasdeluar

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Ruelas...

Nasci de um dia longo...junto à base do arco-íris

Acreditei nas cores...no sonho ...e nos cantares...

Acreditei na franqueza...no mar...e num mundo ilimitado...

Sem confins nem perigos...

Fui um anjo perseguido por uma matilha de cães...

Um nómada que se esqueceu da viagem...

Um fantasma débil...um espinho...uma mente...sombria...

Fui pagem de cores fictícias...fiz pinturas venturosas

Sonhei com viagens...e revoluções de verbos esmagados...

Dissipei os meus remorsos...cantei com os galos...

Fui um verme abraçado a uma história de amor...desmedida...

Rebolei-me nos espinhos...e consolei-me com as dores das vogais trituradas...

Fatalmente cruzei a luz matinal...e vi um alquimista no fundo de um lago.

Que sombriamente conduzia o seu coche em direcção ao céu.

Fui sóbrio...nas ruas da cidade apagada...

Fui inacessível...como uma religião desconhecida..

Habituei-me à febre...às larvas...a todos os sofismas...

Fiz crónicas inflamadas em salões sem história

Forneci corpos à alucinação...espreitei para dentro das mesquitas...

Movi os continentes ao som de tambores...inventei magias...

Sacralizei a alucinação do espírito...e a desordem das consoantes...

E acabei queimado numa ruela fétida...

Como um diamante ardente!

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