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folhasdeluar

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São assim as coisas

São assim as coisas. Os dramas. As reconciliações. O poder abafado da solidão. Viver é aceitar o irreconciliável. Erguer os braços e desdenhar das folhas caídas. Ter princípios. Caminhar pelo deserto das ruas. No fundo...socorrer-se cada um a si próprio. É fácil viver. É fácil aceitar a gregariedade dos planetas. E a invisibilidade dos homens. Não é fácil viver na insularidade da solidão. Não é fácil perder o emprego. Mas lá vem o vento frio. Lá vem o instante certo. Lá vem o ponto final...que atenua a nossa desilusão.

 

 

São assim as coisas. Sentar-se num alpendre. Empurrar a noite para os confins dos olhos. Sentir a porosidade da chuva. Triunfar sobre o que nos faz falta. Nada nos faz falta. Caminhar pela absorvente morosidade da vida. Aceitar os paradoxos. As indelicadezas. Duvidar das certezas. Aceitar a alteridade do mundo que desaba em cansaços de promessas caducas. Poupar-se a esforços. Terminar o dia num jardim. Observar as janelas. Os rodopios do vento. As esplanadas. Os pedreiros. As montras. As canastras. As coincidências. Pensar...que os peixes não têm fronteiras. E o infinito...é um solo de Herbie Hancock.

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