Sempre haverá luz
É hoje que vou colher todo o mar
Que entra por mim adentro
É hoje que me vou fechar
Nesta garrafa de memórias
E partir por este sopro de vento
Sei que tens dentro de ti
Toda a eternidade da pedra
E que a chuva é apenas a separação do sol
Mas hoje vou beber a luz
Que começa em ti
Porque sempre haverá luz
Enquanto aqui estiveres
Amanhã talvez mastigue o sono que me consome
Talvez triture o começo do mundo
E ria com a língua da serpente
Que encantou as manhãs do paraíso
Amanhã talvez cuspa fogo
Talvez construa uma carapaça
Com os beijos que me darás
Espero eu…