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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Silêncio opressivo

Há um silêncio opressivo

Na dor que nos espanta

 

Procurando encher o vácuo da nossa presença

Com a nossa voz

Inútil rumor de pedra desgastada pelo vento 

Os dias murcham...

O sono ignora onde estamos agora

O quarto respira...

Vive dentro da nossa respiração

E sabe tudo o que sabemos

 

Nós...os que flutuamos no pânico das flores

Que nos crescem por dentro

Sorvendo crepúsculos...

Bebendo a nossa própria tempestade

Sabemos que quando o sono não vem

E a chuva cala o silêncio dos telhados

Ouvindo o avião que passa

Na lonjura da nossa imaginação

Escutando todos os tic-taques

Dos relógios que nunca têm sono

Sentimos que somos como metáforas de claridade aflita

Nós de dedos encruzilhados

Bosques improvisados onde as flores são de vidro

E as manhãs são páginas entreabertas

Ao nosso flutuar dos dias...

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