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folhasdeluar

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Sombras e ventos

Esvaem-se os dias. Esvaio-me com os dias. Perdidos os desejos. Entalhada a alma. Olho o céu e envolvo-me nesse espaço de longínquo azul. Depois... construo crepúsculos e tenho a impressão de viajar pelo brilho dos temores. Onde um quase nada invisível me diz para erguer os olhos e me perder nesse espaço que me esmaga.

 

Vejo o que vejo. Vejo as águas e os cansaços. Vejo as velas de barcos incógnitos...a assomarem a mastros imprecisos. Paro para sentir a respiração. Paro para perceber esse fluxo de oxigénio que me alimenta. E reparo nas veredas vazias por onde caminham os meus sonhos.

 

Viajo nesse emaranhado de voluntária solidão. Sento-me na esbatida tela da tarde. E presto atenção a quem passa e não me vê. Dentro de mim estalam sensações. Não penso. Vivo fora dos meus pensamentos. E mesmo que o meu corpo caia na divina ladeira da desesperança...ergo-me dos meus passos...e sei que tudo crescerá dentro de mim.

 

Temos as verdades afixadas em paredes de tédio. Para que queremos verdades que nos enganam...se  as frases se compõem de palavras feitas com sombras e ventos?

 

 

 

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