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folhasdeluar

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Sono...

Espelho da tarde. Malha de liberdade. Buraco no tempo. Pedaço de enigma. Chapéu de firmamento. Por mim escorrem ânsias. Conceitos antigos. Falsas biometrias. Múltiplos rasgões. Pego na realidade e invento travos amargos. Pego na realidade e escolho o que não existe. Liberto-me dos ecos. Fecho as portas. Falham-me os argumentos e a respiração. Ofego. Não há legendas que me entendam. Não há legendas para entender os outros. Tudo são cacos e lindas peças de xadrez. Tudo é teatro representado por um turbilhão de sentimentos. E tudo segue o mesmo caminho. Todos conhecem a rota. E todos sabem que um corpo nu é um mosaico. Uma exaustão. Um afrodisíaco corredor. Onde as nossa pegadas entram em desnorte. Mas pintam...inesgotáveis quadros...de amor!

 

Pedaço a pedaço...construo um inóspito homem. Com um inóspito nome. Que brilha na terra dos enigmas. Um homem que se vê reflectido nas sombras que cobrem as planícies. Como se viajasse por dentro dos séculos. E tivesse sempre algo mais a fazer. Algo mais a dizer. E o seu sono...fosse uma lágrima caindo...na face emplumada das aves.

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