Está a surgir uma nova subjectividade produzida pelo mundo digital. Primeiro é uma subjectividade narcisista, ou seja, existir é ser visto. Se não és visto não existes. Então ser visto (...)
Eu posso ter apenas arroz com feijão no prato. Posso vestir mil vezes a mesma roupa. Posso viver com o básico sem vergonha nenhuma, porque nada disso define quem eu sou. O que me define é a (...)
Heidegger disse que é no isolamento que o ser humano se revela na sua angústia mais autêntica. A solidão não é fuga, é enfrentamento, o mais seguro dos abismos. Nela o homem deixa de se (...)
Cada manhã é um aliciante convite para tornar a vida igualmente simples e, digo até, inocente como a própria natureza. Sou, como os gregos, sincero adorador da Aurora. Levanto-me cedinho e (...)
Os sonhos não são mais que a realização de desejos e não apenas por causa da contradição oferecida pelos sonhos de angústia. Quando a análise revelou que por trás dos sonhos jaziam (...)
Aquilo que eu considero ser o maior crime da humanidade é a destruição da infância. Nós estamos a viver um tempo em que as crianças estão literalmente a ser preparadas para se tornarem (...)
E quando ninguém te acorda de manhã. E quando ninguém te espera à noite, e quando podes fazer o que quiseres como se chama, liberdade ou solidão? Apenas os loucos e os solitários é que se (...)
« - Ai de mim - , disse o rato. - O mundo está a ficar cada dia mais pequeno. Ao princípio era tão grande que eu tinha medo, estava sempre a correr. a correr, e fiquei contente quando (...)
Dizia Heráclito, o filósofo que deveu a sua fama à linguagem obscura, " que qualquer dia é igual a todos os outros". Outros houve que disseram o mesmo mas de maneira diferente. Disse um que (...)
Neste florido mês de Abril, nesta Europa e neste Portugal onde a extrema direita ganha terreno, vou transcrever partes do mais belo livro jamais escrito sobre a liberdade.Trata-se do Discurso (...)