Filhos do vento emergindo na planície Linguagem intemporal Sabem a fome... a seios ...a dores submersas...a liberdade O hálito quente do Alentejo acaricia-os Como uma língua sussurrante Vague (...)
Cai um grito de estrela num lago parado
Cai uma lágrima sulfurosa
Que fura a pedra do destino
Pássaros de barro cantam sobre a nossa pele sólida
É o ruído do tempo a chegar ao mundo
É (...)
Lá fora o vento grita de encontro às vidraças
O céu feito de um azul inesgotável
Equilibra-se por detrás dos meus olhos
Há sussurros de insónia
A despertar na palidez da manhã
E o (...)
As estrelas são a ilusão da luz
A cavalgar o espaço
São a pele loira do infinito
A assombrar os olhos da Terra
A poisar nas estátuas... a galopar nas ribeiras
A sorrir ao sono luzidio (...)
Faz de conta que eu caminho em ti
Que os meus olhos oceânicos
Se desdobram pela limpidez dos cometas
Que as cartilagens do meu coração
Se desfazem em lentos corredores
Que a polpa (...)
No tempo de um instante
Volto ao subúrbio das memórias
Grito de pássaro apocalíptico
A ondear na crista da espuma
Mar mais que praia tecida na pele do espanto
Dor mais que ser encoberto
Pe (...)
A mão na ferida a dor no lado sombrio
Um pulmão respira a quente profundidade
Vasculho na eterna cinza, procuro
A neblina que aquece, a prova
Bruta de uma agonia, passo
A passo descamo o (...)
Está a surgir uma nova subjectividade produzida pelo mundo digital. Primeiro é uma subjectividade narcisista, ou seja, existir é ser visto. Se não és visto não existes. Então ser visto (...)
Apesar de tudo ainda sinto o vento
A tossir no perfume da terra
Ainda me espanto com geometria empírea do céu
Ainda descanso os olhos
Nas arestas de um jardim com cio
O tempo...essa (...)
Quero falar do que ficou por dizer
Quero falar do cansaço
De quem fica à espera das coisas improváveis
E dos delírios que se acotovelam
Na balaustrada da noite
Onde secretos candeeiros
Aquece (...)