Posso viver de silêncios
E acender-me como uma espora de fogo
Quiasmo de vento...intriga de sombra...espasmo de sol
Daqui posso ver a borda da solidão
Descansar da insónia aguda
Gravar (...)
Harpa de luz a percorrer os caminhos do silêncio
Ave nascida na vertigem da harmonia
Porque te perdes na distância azul do mar?
Porque escolhes ser a dispersão de ti?
Sabes que na espera (...)
Gastei o vazio que havia dentro da memória
Andei pela dissolução inútil das lágrimas
Adormeci na terra coberta de cinza e peçonha
E na pureza dos meus dedos
Cheirei o perfume do teu corpo
(...)
Mineral sonoro que mordisca a irradiação da luz
Ruído de mar sem tempo nem dimensão
Sobre mim poisa a viagem
O milagre de um sonho
A bailar na imagem do momento
Claro pensamento criado (...)
É sempre igual o meu assombro
Perante a crueza do dia
A noite cai...
E com ela a sensação de mais uma consumição
De mais um disparate.
Insisto em ser a alma caótica
Que pronuncia (...)
No nítido dia as ondas quebravam as barreiras da alma
Voz de mar a entoar serenas melodias de espuma
Gaivotas expulsavam o silêncio
E eu...desenrolava os olhos pela magia da tarde
Mar…
Ja (...)
Vértice de corpo...peso de espera
Dedos que sibilam no antro da noite
Na esperança do vazio dissolvo o fogo
Apenas possuo o medo das sombras.
Perfeito tormento...tranquilo chão...flor (...)
Alma supliciada
De quantos anos precisas
Para atingir o rebordo da vida?
O vácuo profundo agarra a tua mão
Tu que és um instrumento da noite
Que sonhas com rumos e com preces
Que te (...)
Sangue de eternidade
Imemorial inverno
Fio de mar enigmático
Mineral ferocidade de caminhos provisórios
Adolescência de outono
Resisto ao adejar de uma tempestade
Plantada no solstício (...)
Noite onde murmura a perfeição das águas
Transparente bailado de fantasma tardios
Dança leve...de neve...sopro de azinho
Crestar oblíquo de horas amargas
Na doçura dos jardins
Os (...)