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folhasdeluar

Poesia

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Poesia

Tempo de ilusão - sétimo poema de Natal

Tempo de ilusão

Tempo de melancolia

Saudade de outro tempo

Saudade da alegria

 

Alegria de criança

Divino espanto

Austero tempo este

Que esquece aquele Santo

 

Vem desde a boca do mar

A tranquila noite de breu

O frio veio para ficar

No corpo que arrefeceu

 

Talvez um dia as águas

Se ergam num tal propósito

E tragam noites mais quentes

Aos que dormem num depósito

 

Depósito de corpo frio

Depósito negro de nadas

Talvez se ergam das sombras

As bocas agora caladas

 

E gritem com toda a força

Que os pobres estão esquecidos

E façam cair de podre

A miséria dos empedernidos.

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