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folhasdeluar

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Todos os médicos deveriam ser obrigados a trabalhar cinco anos no SNS...

 

Um hospital no Azerbaijão quer contratar médicos, e dão preferência a médicos portugueses, o que atesta a qualidade da formação que lhes é ministrada. Por outro lado o nosso Sistema Nacional de Saúde debate-se com uma crónica falta de médicos. Uma das razões é a fuga destes profissionais para os hospitais privados e para o estrangeiro. Na minha opinião, os médicos deveriam ser obrigados, após a sua formação, a cumprirem cerca de cinco anos de serviço no SNS, e porquê? O curso de medicina é um curso que envolve grandes verbas, é caro formar um médico, e é ainda mais caro que esse médico depois de formado opte por abandonar o país quando este mesmo país sofre com a carência de médicos. Penso que toda a gente tem o direito de escolher o seu destino, penso que todas as classes profissionais devem poder escolher onde querem trabalhar, mas também acho que no caso da medicina deveria haver uma excepção. Assim  os médicos que se recusassem a servir no SNS durante esses cinco anos após a sua formação, deveriam pagar o seu curso ao estado, integralmente, porque é errado formar um médico com os nossos impostos e ele depois ir-se embora e não dar ao país que o formou a seu contributo social. Esses novos médicos deveriam ser obrigados a exercer no interior, ou onde fizessem mais falta. É uma medida controversa? Claro que é, mas mais controverso é vermos médicos tarefeiros, muitos deles estrangeiros, a enxamear as urgências e os centros de saúde, e a usufruírem de grandes ordenados, pagos à hora, e sem que se saiba bem qual é a sua competência.

 

6 comentários

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    Folhasdeluar 11.06.2018

    Acho injustas a condições de trabalho que lhe são dadas. Não concordo com as 24 horas de banco,só para dar um exemplo, mas sacrifícios toda a gente faz, e o futuro médico tem também o seu futuro assegurado, tem emprego certo.
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    Marta 11.06.2018

    Sou a anónima das 19.46h, e como tal vou responder ao que comentou.
    Para já, existem sacrifícios e sacrifícios. Em comparação com outros cursos, um estudante de medicina geralmente sacrifica 9/10 anos para ser médico (ensino secundário, em que existe uma enorme competição pelas notas, mais os 6 anos de curso, fora outros casos). E isso é só o início.
    Por outro lado, a ideia de que os médicos têm emprego certo é um mito. Nos últimos anos tem aumentado cada vez mais o número de estudantes que não têm direito a fazer especialização, porque não há vagas atribuídas pelo Estado. Muitos são obrigados a emigrar.
    E, como lhe disse antes, os que conseguem fazer especialização em Portugal dedicam pelo menos cinco anos a servir o país.
    Penso que tem todo o direito à sua opinião, mas de facto sugeria-lhe que se informasse um pouco melhor.
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    Folhasdeluar 11.06.2018

    No ensino secundário não existe competição, existem bons e maus alunos, existem boas ou más notas, existem notas que dão acesso a medicina e outras que dão acesso a outras áreas tão exigentes como a medicina, e outras que dão acesso a áreas menos exigentes. A competição é saudável não é um castigo, e os bons alunos são estimulados pela competição, mas se forem maus alunos não há competição que resista. Só não percebo qual é o encarniçamento em fazer serviço público, durante cinco anos, e depois disso poder fazer ou ir, para onde lhe der na gana. Conheço vários médicos jovens que são extremamente competentes, mas todos eles, ou quase, sonham com uma carreira fora de Portugal, o que é pena...eu não acho que seja escravizar um médico se ele tiver que ir para o interior, ou para zonas onde faça falta, durante um pequeno prazo da sua vida profissional. Claro;( e já afirmei isto várias vezes), que há que estudar a forma como se poderia implantar uma medida destas...obrigado pelo seu comentário...
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    Marta 11.06.2018

    Desculpe, mas existe competição sim. Quanto mais não seja, pelo acesso às vagas de Medicina, quando há muitos bons alunos que ficam de fora. Também acho que a competição é saudável, mas claro que com a competição vêm sacrifícios, pressão, ansiedade, etc. Não é de todo tão linear, nem "preto no branco" como diz.
    Não vejo mal nenhum em trabalhar no serviço público. O que não concordo é com essa obrigatoriedade taxativa que defende. Simplesmente, quero que haja a possibilidade de poder escolher. Se quiser ir para o estrangeiro, porque me são oferecidas melhores condições (monetárias, formativas, de trabalho...), quero que pelo menos esse caminho não me esteja vedado. Tal como posso querer ficar em Portugal, no SNS nas condições que me sejam oferecidas. São opções igualmente válidas. Temos o direito e a liberdade de escolher.
    Não se esqueça que se aprende muito saindo da nossa zona de conforto, e há muitos médicos que vão para o estrangeiro fazer formação durante anos, e regressam a Portugal com novas ideias e novas medidas que trazem dos outros países. Não se ganha nada em ficarmos fechados na nossa bolha.
    O que é preciso é que haja uma melhor gestão de recursos (financeiros, humanos, materiais...) por parte do Estado e dos hospitais.
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    Folhasdeluar 11.06.2018

    Concordo com tudo o que diz...eu também não descarto a possibilidade dos médicos, irem trabalhar para o estrangeiro ou para onde quiserem, apenas acho que deveriam fazer cinco anos de serviço público após a sua formação como médicos. É claro que saindo se aprende, eu conheço médicos que foram fazer formação, em Londres, por exemplo, e voltaram, mas também poderiam não voltar...o que eu defendo é que esse serviço seja obrigatório,(nos primeiros cinco anos)...olhe talvez assim os tais 700 tivessem vagas para fazer a especialização...
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