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folhasdeluar

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Todos os dias...

 

Todos os dias... aos bocadinhos... vamos construindo um passado

Todos os dias... aos bocadinhos... fazemos de nós amuletos do espaço

 

Esquecidos dias... rutilantes ais... já nada nos une ao colo dos pais

 

De vez em quando subimos ao palco

Rasgamos a carne... num bolear de vento

De vez em quando arrancamos pássaros

Bem cá de dentro

De vez em quando flutuamos na palidez

De um passado sem tempo

E é grande a escassez

Da frescura da tarde

Que nos encerra o lamento

 

Cheiramos flores... na franja das ruas

Bebemos o mundo em catedrais semi-nuas

 

A dor é a marca...que marca o tempo

A felicidade é o vento

O vento que desmarca a marca do tempo

O tempo que marca a felicidade do vento

 

Gaivota de seda que no espaço flutua

Inverno na praia... gesto de rua

Como será o país onde a água transborda

A asa se quebra... o sal rói... e o rosto discorda

 

Piso o chão que os meus pés não sentem

Piso agora os meus pés dormentes

Piso as horas e as estrela cadentes...