Tudo o que viera comigo
Tudo o que viera comigo
Esfacelou-se nas arestas dos dias
Quando partiste comecei a recordar
O que me invocava a tua passagem
Os nomes das plantas os meses
Os pássaros que apontávamos a dedo
Quereria que o sangue dos meus actos
Adquirisse transparência
Mas era tarde...
A tua ausência tinha a enormidade de um mar interior
Perante o qual o dia era engolido
E a minha voz era um eco perdido
Na bruma calcária dos dias.