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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Tudo o que viera comigo

Tudo o que viera comigo

Esfacelou-se nas arestas dos dias

Quando partiste comecei a recordar

O que me invocava a tua passagem

Os nomes das plantas os meses

Os pássaros que apontávamos a dedo

Quereria que o sangue dos meus actos

Adquirisse transparência

Mas era tarde...

A tua ausência tinha a enormidade de um mar interior

Perante o qual o dia era engolido

E a minha voz era um eco perdido

Na bruma calcária dos dias.

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