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folhasdeluar

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Um amor leve

No meu vazio dorme o sorriso de um amor leve

No meu vazio há uma chuva violenta

Que floresce nas estrias da luz

No meu vazio dispersa-se

A pureza das gotas que alimentam o orvalho

 

Suspendo o meu olhar sobre a noite azul

Desmaia sobre mim o silêncio da espuma

O bico de uma âncora desponta na areia

Como se fosse nada...e eu fosse...

A transparência de tudo.

 

Na perfeição exata das flores

Galopa o eco imaginário do mar

 

Quebra-se a distância de um rosto antigo

Um nome sem rua ergue-se nos olhos dos pássaros

E eu sei que toda a terra será minha

No dia em que o meu corpo

Se tornar um Deus sem pátria

 

Há uma encruzilhada onde a vida se balança

Confusos pescadores soletram

O nome de praias inconsequentes

Enredam-se nas redes do mar cinzento

Chamando a vida com olhos de mentira

Para dentro da caverna do Destino

 

Parei o tempo na suspensão das lágrimas

Nevava sobre as profecias dos confins da carne

Era alta a noite e bela a face perdida do espaço

E eu não descobria o caminho que me levasse

Para junto do riso da primavera.

2 comentários

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    Folhasdeluar 19.08.2021

    Obrigado José...:))) abraço e dia tranquilo
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