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folhasdeluar

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É preciso ter coragem

É preciso ter coragem. Quebrar o vidro. Partir o espelho. Desabotoar a máscara. É precioso esquecer a etimologia da vida e a epistemologia do deserto. Ser. Abrir o ar. Jogar. Vogar em todas as direcções. É preciso ter coragem. Rapar a cabeça de dialéticas inúteis. Fazer a festa. Ter sempre na boca o endiabrado vocábulo da liberdade.

 

Saber a pergunta. Ignorar a resposta. Viver. Trepar. Acreditar que a morte é uma rua a deitar para o infinito. Uma ave. Uma casa. Um rio onde todos e ninguém se afoga. Confessar o logro. Submeter a arte. Acreditar em todas as objecções em todas as fusões e em todos os martírios. Brincar. Habitar uma região plantada de borboletas. Pintar a cara de vermelho. Transportar uma caveira no ombro. Esquecer as regras. Achar que toda a Humanidade é um caos desabitado. Uma esquiva contemplação de um Deus indefinido. Sem obra nem moralidade.

 

Pergunto-me...haverá uma região onde os jardins surjam do nada? Haverá algum propósito na flor que desespera pela polinização da abelha? Haverá uma mistura de corpo e alma?

 

Um piano é toda a humanidade. É um perfume. Hipnótico. Uma viagem de vaivém. Uma chama. Uma utopia de alga sinistra. Uma sombra. Um silêncio. Uma Fénix.

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