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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Uma ruga que empalidece

Espiamos a vida...queremos ser grandes

Como se crescer

Fosse apenas a alma a explorar as razões do corpo

Mas voltamos sempre àquele lugar onde fomos pequenos

Onde cabíamos no voo firme dos sonhos

E onde explorávamos todos os segredos

Talvez dentro de nós

Hajam silêncios que merecem ser contados

Luzes que se acendem na urgência de ganhar espaços

Os caminhos perdem-se nas penumbras

E os dias tornam-se espelhos onde martirizamos os rostos

Mas há um caminho que percorremos

Para trás e para a frente

Uma ruga que empalidece

Perante a ferrugem fascinada da pele

Mas ficamos presos

Agarrados à impossibilidade da fuga

Na desordem de sermos nós

Na nossa mão cabem todas as banalidades e todos os risos

Todos os corações

E todas as luzes que alumiam as rotas incertas

Fosse eu uma criança e diria que nada me dói

Que o voo das aves culmina numa mariposa estrelada

Que as estrelas são mundos a brincar aos sóis

E que o meu olhar fica hipnotizado com a beleza das ilusões

Fosse eu criança e saberia muito mais de mim

Cantaria pelas ruas até despertar os silêncios e as cinzas

E deixaria que a vida me agarrasse pelos pulsos

E me levasse...contigo...

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