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folhasdeluar

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Vasos de guerra.

Olho este mosaico feito de iluminuras balofas. As contradições humanas são apenas fracassos da alma. Percebo-as...ou...tento percebê-las. Dou maus exemplos. Espio os meus pecados. Sou o clássico paradigma do desajustado. Pego na minha arma e disparo contra o cosmos. A minha ingenuidade é um incómodo. A minha natureza uma profunda destituição de lucidez. Respeito a lei das sombras. Respeito a filosofia de Sócrates. E...furtivamente lá vou servindo de pasto ao mundo.

 

Toco a profundidade dos fracassos. Deformo o tempo e leio Stefan Zweig. Gosto de me sumir num despropositado sentimento de independência. Gosto de filosofias devastadoras e de mundos desordenados. Acredito em sereias e abomino as seitas. Por muito que admire os santos perco mais tempo com diabos....antropomórficos. E a vaidade. E a felicidade. E as demoradas conversas domésticas. E toda essa gente para quem a imaginação é um infindável poço...negro. Tenebroso. Uma deformação de espelho. Um Kafkiano embaraço. Essa gente que vive entrançada em si. Alheia. Que come em tachinhos de escárnio....e bebe em vasos de guerra.

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