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folhasdeluar

Poesia e cenas do quotidiano

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Poesia e cenas do quotidiano

Veste o teu vestido...deslumbra-me...

Que sombras restariam de mim se a lama comesse a minha alma?
Que flores inocentes floririam sobre os meus cabelos de prata?
Que vaidades a vida faria perante a maré ...cheia de lua...mas vazia de mim...
E os afectuosos espectáculos matinais esperariam pelo sol?
E os desejos..doces...perturbadores...ficariam a pairar de alegrias
Nas copas das árvores prostradas pela secura das lágrimas?
Diz-me secreto grito aspirado pelas minhas profundezas
Responde-me obscuro sonho de liberdade...
Veste o teu vestido...deslumbra-me...
Porque eu sei que a manhã com os seus profundos tons laranja
Virá assediar-me a abandonar este encantamento...caprichoso...
De onde não pretendo sair...