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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Vivi...

Dizia Heráclito, o filósofo que deveu a sua fama à linguagem obscura, " que qualquer dia é igual a todos os outros". Outros houve que disseram o mesmo mas de maneira diferente. Disse um que é igual o número de horas, e com razão, pois se um dia é um espaço de tempo de vinte e quatro horas, todos os dias são iguais entre si. e também que a noite tem a mais o que o dia tem a menos. Um sábio não diria melhor. Disse outro que os dias são iguais na sua aparência geral, portanto, nada há num enorme espaço de tempo que se não possa encontrar num único dia - a luz e as trevas; no constante alternar do universo, tudo isso aparece multiplicado, mas não diferente. Organizemos, portanto, cada dia como se fosse o final da batalha, como se fosse o limite, o termo da nossa vida. Pacúvio que usufruía da Síria como se lhe pertencesse por direito, depois de a si mesmo se ter celebrado com libações e sumptuosos banquetes fúnebres fazia-se transportar do festim para o quarto entre palmas dos seus "amiguinhos" que cantavam em coro: -  já viveu, já viveu.

Todos os dias fez o seu próprio funeral. Ora o que ele fazia com a consciência pesada, façamo-lo nós com ela tranquila.E ao irmos dormir digamos com satisfação e alegria: - vivi, cumpri o curso que a sorte me deu.

E se no dia seguinte acordarmos, aceitemos com alegria esse novo dia. Pois o mais feliz dos homens é aquele que diz quotidianamente . - vivi!

Créditos - inspirado em Séneca

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